segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Para que serve a Utopia?
E por isso sonhamos, e com esse, sempre objetivando o mundo que queremos.
sábado, 17 de dezembro de 2011
A despedida.
Desmanchando o quarto para a mudança, tirando coisas da parede que nunca pensou-se tirar tão cedo, olho coisas do passado, bagunça por toda parte, principalmente no interior, percebe que algo mudou, se olha no espelho e pensa: quem mudou foi você!
O nó no peito, dito por um amigo, toca o íntimo e por um momento sai, sai nas lágrimas de um homem, quase “balsacquiano” diga-se, feito uma cachoeira em dias de tempestade. A nostalgia adquirida ao longo desses cinco anos, e a transformação, daquele menino rioclarense, pobre, filho de um pedreiro e uma cozinheira, o primogênito de quatro, agora homem conhecedor do mundo, reconhecendo a necessidade de lutar, já que, a classe o pertence por natureza. Despede-se de um circulo: de amigos, de política, dos amores, das desilusões; despede-se de um pedaço de um circulo humano, da vivência.
Os amigos. Ah amigos! Muitas alegrias, irritações, abraços, choros, derrotas, muitas vitórias, “ousar lutar é ousar vencer”, sempre estiveram lá, mesmo de cara virada, permaneceram amigos. Aqueles mais reclusos, os mais falantes (como eu!), tem aqueles que passaram tão rápido que temos que buscar a recordação lá embaixo no fundo da lembrança, e tem aqueles que vive o desenvolvimento juntos, sem desistir, enfrentando as dificuldades materias e espirituais. Enfim, a amizade é a mais pura demonstração de que o homem, o ser social, não é mal, só quem não tem amigos de verdade pode acreditar nessa ideologia decadente.
Os amores. Quantas lágrimas roladas por elas, quantos sorrisos, quantas alegrias e sinceridades, apertos de abraços, etc. Às Helenas, às Capitu(s), às Olgas, enfim, me fizeram amadurecer a cada dia e perceber, “o amor é uma coisa mais profunda que uma transa casual”, já diria o mestre. Os amores inocentes, aqueles que não deram certo e ficaram, aqueles que estão dando, os vividos na chegada e os sentidos na saída, aqueles que ficaram nos olhares, todos, os amores ficarão para sempre.
Os professores. Aqueles que foram os responsáveis também pela formação, a satisfação de conhecê-los, de ter vivido juntos amarguras e catarses, com vários “arranca rabo”, mostrou-me que é no respeito e no diálogo que conquistamos a confiança e a admiração dos “mestres”. Em
especial aos professores Ozaí e Maria, suas vidas foram exemplos de dignidade e
companheirismo, que vai muito além da simples relação professor/aluno, adentra na relação da admiração da amizade, do amor. Obrigado por terem me acolhido.
Agora sou um professor, às responsabilidades com o mundo aumentam, o coração de estudante fica nessa nostalgia de despedida, o que vem pela frente é o mundo crescido. Maringá permanecerá nas minhas lembranças mais íntimas, e nessa última noite, ao som de Bob Marley, coloco mais uma etapa na vida. É viver como homem, porém, nunca perdendo aquela criança meiga que sonha com outro mundo.
Até logo Maringá, até logo Amigos!
Alex Willian. 17/12/2011
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Evento: Nelson Werneck Sodré.
A revista multidisciplinar Urutágua e o Departamento de Ciências Sociais da UEM promove o evento: "Nelson Werneck Sodré e a Questão Nacional no Pensamento Social Brasileiro", dia 20 maio (sexta-feira), às 19hs 30min.
Para ser mais prático leiam o cartaz.
Mais informações aqui.Entrada gratuita, o H-35 fica atrás do G-34, ou seja, atrás da biblioteca da UEM.
Até lá!
domingo, 15 de maio de 2011
Os anos 80...
A nostalgia do 80.
Semeando The Jackson Five para baixar. (link)
Curte ai!
quarta-feira, 2 de março de 2011
Ato Público

2,60 é roubo! Contra mais 40 anos de abuso!
A gestão do prefeito Silvio Barros (PP) abriu o edital de licitação que irá permitir que continue por mais 40 anos explorando o trabalhador. Isso porque não se estabeleceu como critério para a escolha da empresa a redução da tarifa, apenas o seu aumento!
Pelo cancelamento da licitação para a prestação do Serviço Público de Transporte Coletivo que se encerrará no dia 14/03. Pela abertura de um novo edital. Pela redução do preço da passagem!
Vamos dizer não a esta exploração!
Todos no ato hoje (02/03) às 17:00 horas em frente a antiga rodoviária velha!
domingo, 20 de fevereiro de 2011
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
A Erva do Diabo

Interessado apenas em estudar o uso de plantas alucinógenas por certos povos indígenas para tese de mestrado na universidade da Califórnia, Castaneda não poderia imaginar que se envolveria na maior aventura de sua vida: tendo a revelação de uma dimensão desconhecida da realidade, ou seja, alterando entre dois mundos diferentes, a realidade comum e a realidade não-comum, tornando-se aprendiz de feiticeiro, por sutis manipulações do "brujo", que significa curandeiro, feiticeiro, Dom Juan.
O livro é a história dos cinco anos que esses dois homens passaram juntos como mestre e aluno, anos estes em que Dum Juan ensinou Castaneda os usos do peiote e outras plantas alucinógenas, que manipuladas com sabedoria, permite conseguir a visão e o domínio de um mundo de "realidade extrasensorial", completamente além dos conceitos de civilização ocidental, pondo-o a caminho da estranha e aterradora jornada espiritual que o homem tem de empreender para tornar-se um "homem de sabedoria", ou seja, vencer seu medo.
O livro
O livro é parte de uma trilogia autobiográfico: “A Erva do Diabo”, “Uma Estranha Realidade” e “Viagem a Ixtlan.” Logo o primeiro deles toma notoriedade entre os jovens da década de 60, um best-seller para o Movimento hippie. Porem recebe grande crítica da acadêmia devido a suas amostras não serem suficientes para uma pesquisa científica.
Na narração é percebido a dicotomia entre duas realidade, a realidade comum e a realidade não-comum; uma representa o cotidiano em que as sensibilidades são suprimidas devido a uma padronização do pensamento, a outra, de forma simplória, é percebida com a ajuda dos “aliados”, onde é aflorado as percepções naturais.
O livro tem como tese principal: o Homem de Conhecimento; e para isso é necessário trilhar o caminho em busca do desconhecido, que é, segundo Juan, o próprio medo. Para isso é fundamental dominar o “aliado”, que são, de forma alegórica, as ervas alucinógenas. Para o índio as plantas trazia a importância, e possuíam a capacidade de provocar estados de uma percepção especial; tais plantas eram compostas principalmente por três espécie: o peiote, cacto que contem o alucinógeno mescalina; a datura (Datura Stramonium), tem o nome popular de erva-do-diabo e os cogumelos. Logo após a aceitação de Castaneda como aprendiz, que ocorreu no dia 23 de junho de 1961, acontece sua primeira experiência.
Agora paro por aqui, fica a indicação para leitura nesse verão. Boa leitura!
terça-feira, 16 de novembro de 2010
O Verbo

O Verbo
a carne se fez verbo
depois fez-se o verso
e o poeta viu que tudo era feio
e fez-se a poesia.
O ar seco do cerrado,
o sol sereno do inverno,
o povo e o pó da periferia
confundiam-se numa nuvem de miséria
que pairava entre o céu e a terra
da zona norte que sofria.
Como numa inversão térmica
nossa república mensaleira
inverte os valores, sufoca a cidadania.
O analfabetismo.
O desemprego.
A infância desassistida.
A fome em fim já tem cor, quem diria?
Nossa esperança outrora descolorida
hoje é verde e amarela, a cor da falsa alegria.
E ai já não era mais a carne,
mas a pele
os ossos
que vibravam e retorciam se fizeram verbo.
Verbo na primeira pessoa do singular: eu sofro.
Tu sofres.
Ele sofre.
Lazaro Carneiro.
http://www.lazarocarneiro.blogspot.com/
domingo, 31 de outubro de 2010
Democracia que me engana...

Acreditar que apenas o fato de uma representante do sexo feminino será, por si só, um fator radical de uma mudança, é uma ingenuidade, do mesmo teor de quem abraçou a "onda verde" de Marina Silva, acreditando em mudanças significativas nas políticas ambientais e esquecendo-se, por exemplo, dos interesses das cifras arrebatadoras dos empresários envolvidos em sua campanha, que certamente direcionariam qualquer programa do partido.
Dilma não está tão longe. O PT que ajudou a criar poder de compra para a classe baixa e média de uma forma nunca vista no país, é o mesmo que possibilita o salto astronômico de Eike Batista com suas ações na bolsa. Muito se discute o caráter firme, rígido, exercido pela ministra Dilma, mas infelizmente essas qualidades individuais, pouco ou nada, exercem influência a ponto de esperarmos por dias verdadeiramente melhores.
A discussão não pode ficar ludibriada com o doce sabor da política, pensando nos limites do intelecto político, esquecendo que a política é administração de conflitos e não solucionador do mesmo. Há luta de classes, e a política nacional mostrou, da forma mais schumpeteriana de ser, de quem governa não é um operário, mulher ou um negro, mas uma elite que pensa como classe e age como tal.
Parece-nos que já passou em muito o tempo das discussões e opiniões direcionarem-se às estruturas, algo que supere o blábláblá entorno das caricaturas feitas sobre os candidatos, das mútuas ofensas inócuas de conteúdo político. Temos a potencialidade de irmos muito além das ferramentas democráticas que sustentam o bolo da grande festa da democracia brasileira. E que os maiores pedaços até hoje sabemos para quem ficam.
por Valdivíno Ferreira.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Tom Zé...

Para não ficar somente nessa conversa fiada composta por rápidas pesquisadas na internet, colocarei os links do documentário e do disco preferido. Lá vai:
*Fabricando Tom Zé http://www.4shared.com/file/8frJkQLF/Fabricando_Tom_Z.htm
*Estudando o Samba http://www.4shared.com/file/W2vC09jC/Tom_Z_-_Estudando_o_Samba.htm
Inclusive é esse o disco responsável pela “descoberta.”
Até a próxima!
1-Trecho retirado do documentário Fabricando Tom Zé, que ironiza a fragilidade de ser reconhecido. Direção de Décio Matos Jr.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Devaneios...
Começando com Medo de Avião e terminando com Medo de Avião II Belchior abre voo à sua criatividade, passando por Retórica Sentimental e rasgando a alma em Tudo Outra Vez, esse disco deixa-nos de boca aberta. Para pecar mais uma vez: esse realmente se mostra como "O disco" de Belchior.
Reproduzindo uma frase dita pelo Rafa na fila: "Nesse (disco) ele tava inspirado!"
Fica ai a nossa conclusão e nossa preferência, e é claro, nosso pecado.
Para os curiosos... (ler mais), se gostou, tá ai o presente: down
sábado, 18 de setembro de 2010
quarta-feira, 7 de julho de 2010
DTP e Escola Milton Santos promove palestras
O Departamento de Teoria e Prática da Educação promove nesta quarta-feira (07) a abertura do ciclo de palestras "educação e movimentos sociais", o evento terá sua abertura no auditório do bloco I-12 às 19:30hs. O tema da conferência de hoje é Universidade e Movimentos Sociais: desafios do momento histórico. O ministrante será o filósofo, poeta, escritor e membro da coordenação nacional do MST, Ademar Bogo. Segue o ciclo na quinta-feira, tambem às 19:30hs, com o tema Brasil no contexto mundial: desafios e perspectivas para o século XXI e o palestrante será o economista e membro da Coordenação Nacional do MST e da Via Campesina Brasil, João Pedro Stédile.O encerramento do evento ocorre no sabado às 8hs, com a conferência Sobre a Educação e a Reforma Agrária, também ministrada por João Pedro Stédile em parceria com o pós-doutor em Educação Luiz Carlos de Freitas, da Unicamp. O encerramento será na Escola Milton Santos que fica na estrada velha para Paiçandu.segunda-feira, 21 de junho de 2010
Gente da gente...
Vim perceber isso depois que entrei para a universidade!
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Direito à preguiça...
Fazia tempo que o indivíduo aqui não escrevia nada no blog devido a um tempo maior dedicado à preguiça. Mas dai o ethos, esse valor de identidade social que faz constantes pressões em minha mente para não abandonar a causa (manter o blog atualizado), me fez sentar nesse exato momento para escrever. Minha inatividade se deu também pelo fato de não querer escrever por escrever, fazer do blog um diario, e sim trazer ao desenvolvimento pessoal o choques de idéias que ficam burbulhando na cabeça. Mas escrever sobre o quê, escrever o olhar sobre a realidade e transcrevê-la de forma "critica" ? Como temos a perspicácia de desenvolver essa superioridade, até mesmo nas relações de pura troca de idéias (papo-furado), usando linguajar menos acessível, com argumento de não simplificar demais a complexidade. Como é perversa a juventude do meu coração parafraseando o desaparecido; essa nossa constante metamorfose intelectual que adentra rasgando toda mente construida e provocando a loucura. O que resta é somente a insegurança do real. Insegurança essa que está longe de ter sinônimo de pós-modernismo, mas sim um reconhecimento da barbárie e injustiça provocada pela atualidade do mundo estranhado. A inatividade aqui talvez não tenha esse sentido de sedentarismo, e sim de se permitir o confronto, confronto com você e suas opiniões formadas da apreensão com o mundo.
Para finalizar quero transpor um trecho de Paul Lafargue intitulado O Direito à Preguiça, titúlo bem sugestivo ao tema.
"Os socialistas revolucionários têm de recomeçar o combate que os Filósofos e os panfletários da burguesia já travaram; têm de atacar a moral e as teoria sociais do capitalismo; têm de demolir, nas cabeças da classe chamada à acção, os preconceitos semeados pela classe reinante; tem de proclamar, no rosto dos hipócritas de todas as morais, que a terra deixará de ser o vale de lágrimas do trabalhador: que, na sociedade comunista do futuro que fundaremos “pacificamente se possível, senão violentamente”, as paixões dos homens terão rédea curta, porque “todas são boas pela sua natureza, apenas temos de evitar a sua má utilização e os seus excessos” (Descartes, As paixões da Alma), e só serão evitadas pelo seu mútuo contrabalançar, pelo desenvolvimento harmônico do organismo humano, porque, diz o Dr. Beddoe, “só quando uma raça atinge o seu ponto máximo de desenvolvimento físico é que ela atinge o seu mais elevado nível de energia e de vigor moral” (Dr. Beddoe, Memoirs of the Anthropological Society). Era também a opinião do grande naturista Charles Darwin. (Ch. Darwin, Descent of man). "
E-book: http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/direitopreguica.html
exceto em amar e em beber, exceto
em sermos preguiçosos.
LESSING



